quinta-feira, 4 de junho de 2009

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Trabalhos forçados

Otavio Frias Filho – diretor de redação da folha

Sempre ouvimos dizer que o trabalho melhora as pessoas. Confere senso de responsabilidade, estabelece disciplina e espírito de cooperação, fixa objetivos, dá um sentido, enfim, á vida. O trabalho organiza uma quantidade imensa de energia que, de outra forma, seria dispersa a esmo, sem propósito nem utilidade. Todo progresso, todo bem-estar é fruto do trabalho.
Enquanto exaltamos, no entanto, as virtudes públicas do trabalho, fazemos questão de ignorar a multilação devastadora que ele produz na vida subjetiva de cada um. Todo trabalho tende a se especializar, e a especialização equivale a uma morte em vida. Nossos horizontes se estreitam, nossa imaginação seca, junto com o que nos restou de curiosidade e bobagem.
Embora seja horrível, anti-social e até antipatriótico admiti-lo, o trabalho nos torna mesquinhos, repetitivos, ganaciosos, amedontrados; maçantes no convívio social e mal-humorados no convívio familiar. Não existe uma só qualidade humana – incluídos o desprendimento, o espírito de aventura, a própria disposição de viver – que o trabalho não corrompa.
Daí a eterna fantasia de que possa existir um trabalho prazeroso, um meio-termo ideal, porque tampouco toleramos o ócio: é insuportável olhar de frente para a própria solidão. Depois de alguns dias de ócio somos tomados por um desespero sem causa, precisamos “fazer alguma coisa” antes de enlouquecer. É o caso do turista imerso na agitação vazia, fugindo da própria sombra.
Marx subordinou os tormentos do trabalho à escassez. Liberadas as forças produtivas, mediante uma organização racional da economia, seria possível, de acordo com a célebre passagem, “caçar pela manhã, pescar á tarde, criar animais ao anoitecer, criticar após o jantar, segundo meu desejo, sem jamais tornar-me caçador, pescador, pastor ou crítico”.
Parece estranho alinhar a atividade do crítico, talvez a mais improdutiva que já se inventou, ao lado de afazeres tão úteis, mas era essa a intenção, mostrar que a própria distinção entre atividade produtiva e improdutiva não faria sentido na fase final do socialismo, onde o filósofo alemão situou, aliás, o seu fim da história.
Do nascimento á morte somos mantidos em instituições disciplinares, primeiro a escola, depois a empresa. Sem elas, a grande maioria das pessoas provavelmente cairia no crime, na droga e no álcool, no suicídio. Ainda mais do que trabalho e o ócio, detestamos a liberdade de fazermos o que bem entendermos com nossa vida; preferimos destruí-la de uma vez.
Uma parte do sonho marxista está em vias de se realizar: a produção depende cada vez menos do trabalho. Trabalho “criativo”, trabalho em casa, trabalho terceirizado etc. são sintomas da crise do trabalho, da sua perda de valor, que explode sem ilusões no desemprego crônico e crescente. FHC falou recentemente em trabalho ocupacional. O tema se desloca da economia para a medicina penal.

sabe, quando eu era um alface...


uma pequena homenagem!!!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

os sem noção são mais felizes ( e os alfaces também)

As pessoas que não tem noção são muito mais felizes. As pessoas sem noção não tem pudor, não tem medo do ridículo e nunca se preocuparam com isso, enquanto a gente pensa no que vai falar, ela simplesmente diz, enquanto vc estuda o caminho ela simplesmente vai (se perde, mas tudo bem), uma hora chega, se não chegar tb naum sofre. Se riem dela, ela ri junto; se falam mal, ela não se dá conta ou simplesmente ignora, pra ela a vida é infinita e por isso ela não tem compromisso com horários e datas, o mundo a esperará! Podem beber litros e não ficam bêbados, quando bêbados se tornam mais poderosos e são capazes de fazer tudo, tudo mesmo!

Porque os com noção se preocupam, se preparam, se cuidam, estudam, ... enquanto os sem noção simplesmente fazem, vão, falam...


As pessoas com noção sofrem. Quanto maior a sua noção de realidade, mais você irá sofrer.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Hang Loose do Lula é um jóia!

na praia vale?


Pooooxa viiiida... É tão pouco que precisa cobrir na praia... Não custava naaada...

Virada à Paulista

Me pediram para comentar a respeito do que vi na Virada Cultural esse ano... Descobri hoje que adoro enumerar coisas, então vou colocar tudo em tópicos:

Primeira Impressão:
Metrô da Sé, por volta das 11:30 da noite, absolutamente lotado. Parecia horário de pico de um dia qualquer. Descemos e fomos atrás de alguma atração (já que a esperta aqui deixou a programação em cima da mesa). Damos de cara, logo nos 3 primeiros minutos, com alguns moleques pisando e chutando com muita vontade a cabeça de um outro... Eu não quis olhar muito... não sei o que aconteceu, mas ele deve ter feito uma coisa muito errada.
Muitos maloqueiros por todos os lados, pessoas caminhando e cheirando/fumando/bebendo na frente dos policiais numa booooouuaa...

Banheiros?:
Foram instalados banheiros químicos em várias ruas, mas as pessoas não usam (porque convenhamos, ne... é bem escrotinho). Logo, as ruas foram dominadas por aquele agradável cheiro de urina. Até aí, tudo normal... até eu quase pisar em uma "obra" feita por um ser humano (?!) em uma calçada razoavelmente agitada... Pior do que dar de cara com um cocô humano numa calçada é perceber que ele já fora pisado, e alguém já estava espalhando aquela merda pela cidade...

Atrações:
Você viu? Porque eu não vi!
Tudo estava absolutamente lotado, era impossível se aproximar dos palcos que eu queria ver... Isso somado a minha falta de noção de como se mexer no centro e aos policiais com má vontade para explicar os caminhos, fez com que desistíssemos de tentar chegar em qualquer lugar... (e olha que tentamos, andamos e perguntamos MUITO).

A Salvação(?!):
Depois de quase desistir da virada, conseguimos finalmente chegar a um lugar habitável no meio daquela merda toda (literalmente). Um palco pequeno com um piano, atrações divertidas (claro que não era uma coisa que se diga "puxa vida, nunca me diverti tanto na vida", mas era incrível dentro das possibilidades) mesas, cadeiras, aquecedores, pessoas civilizadas, banheiros limpos... Parecia um sonho!
(Mas não seria eu se não tivesse uma reclamação nesse tópico... Então lá vai: o atendimento era uma porcaria, tinha um bêbado chato que não parava de falar do nosso lado... e ele estava com soluço... e soluçava muito alto... e vomitou no pé da mesa... )

A Volta:
Depois de relaxar ouvindo os pianistas, tomar uma cerveja gelada e descansar bastante, resolvemos voltar. Caminhamos até o metrô Anhangabaú, passando por várias cenas deprimentes. Já passava das 5 horas da manhã e as ruas continuavam lotadas e ainda mais fedidas. O metrô estava ABSURDAMENTE lotado, não conseguimos chegar nem perto da entrada. Ficamos sem paciência pra enfrentar mais stress e voltamos de táxi.

Balanço Geral:
UMA BOSTA, basicamente. Deu invejinha de quem ficou em casa dormindo.